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O romance paranormal eleva o amor a outro nível: o de não haver limites.

O fascínio do romance paranormal: quando o amor desafia a realidade

Há algo no romance paranormal que não se explica… sente-se.

Ao contrário do que se pensa, não é apenas sobre fantasmas, vampiros ou mundos além do nosso. É sobre aquilo que acontece quando o amor deixa de obedecer às regras que conhecemos, quando o impossível deixa de ser um obstáculo e passa a ser o próprio coração da história.

O romance paranormal vive nesse espaço entre o real e o intocável. E é sobre ele que falamos aqui.

O que é, afinal, um romance paranormal?

O romance paranormal é um subgénero do romance que cruza o amor com elementos sobrenaturais. Nestas narrativas, as personagens e os mundos em que habitam não se limitam ao que conhecemos e vivenciamos no nosso dia-a-dia: existem forças invisíveis, criaturas que desafiam a lógica e realidades paralelas que podem coexistir com a nossa, muitas vezes escondidas à vista de todos.

Fantasmas, vampiros, lobisomens, magia, vida após a morte — tudo isto pode fazer parte do cenário. Mas no centro de tudo está sempre o mesmo elemento: a ligação emocional entre as personagens e, acima de tudo, uma história de amor no palco principal.

Ao contrário da fantasia, com a qual o romance paranormal é frequentemente confundido, onde o mundo e o sistema mágico assumem o protagonismo, no romance paranormal o foco mantém-se no relacionamento. O sobrenatural não substitui a história de amor: intensifica-a.

Obras como Crepúsculo, Diários do Vampiro e House of Night ajudaram a popularizar o género nos anos dois mil, sobretudo quando algumas delas chegaram aos ecrãs, atraindo ainda mais leitores, e espectadores, para estes universos.

Uma extensão das emoções humanas

Ao contrário do que muitos pensam, o paranormal não afasta o leitor da realidade — aprofunda-a. Quando pegamos numa história de amor e lhe retiramos as limitações do mundo real, abrimos espaço para explorar emoções e as suas consequências no seu estado mais cru: o peso da imortalidade, ligações que resistem ao tempo, à distância e até à morte, questões sobre o luto , a perda e o sacrifício, e a humanização de criaturas que, no fundo, espelham os defeitos que encontramos em nós mesmos e na sociedade.

Posto isto, eu diria que o romance paranormal eleva o amor a outro nível: o de não haver limites. E isso, na minha opinião, não deixa de refletir uma ambição profundamente humana: o desejo de ser o foco desse amor absoluto.

Porque escolhi escrever romance paranormal

Escrever romance paranormal não foi uma decisão estratégica, de todo. Foi… inevitável e, como já referi na entrevista que podem ler aqui: não foi sequer planeado.

No entanto, tenho de confessar que sempre me fascinaram histórias que não cabem dentro da realidade. Não porque a realidade não seja suficiente, mas porque, às vezes, aquilo que sentimos ultrapassa tudo o que conseguimos explicar.

Quis escrever sobre um amor que permanece independentemente das circunstâncias, sobre ligações que não se quebram mesmo quando tudo à volta desmorona e, acima de tudo, sobre as questões que nos atormentam na perda.

O paranormal deu-me essa liberdade: permitiu-me contar uma história onde o amor não desapareceu com o tempo, onde a presença de alguém pode ser sentida mesmo na ausência, e onde o coração insiste em amar, mesmo quando dói.

No fundo, escolhi o romance paranormal porque é o único lugar onde certas histórias podem existir da forma que merecem, se vocês gostam de histórias dessas, podem dar um olhinho no catálogo da Euforia que conta com mais do que um romance paranormal:
Unidos Além da Morte
Espelho de Ti
Obsessão da Morte

 

Catte Coelho

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