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O fim de uma era (muito sombria e engraçada)
O meu primeiro dark romance não foi Às Escuras, mas foi a Navessa Allen que fez com que eu me apaixonasse pelo género. A escrita hilariante (literalmente fez-me rir em voz alta no meio do escritório), as personagens tão bem construídas, tão vivas que parecem ser nossas amigas. Quando li o livro, antes de o comprar, adorei logo a Aly. Destemida, viciada no masktok (yep, é uma cena), uma enfermeira que não atura merdas de ninguém. No entanto, há inseguranças. Há medos. Há solidão. E ninguém sabe disso melhor do que o Josh, o seu perseguidor.
E foi com o Josh que este livro me conquistou. Repito, eu adoro a Aly. Acho que é a personagem perfeita para fazer o Josh suar, para o meter no lugar quando ele merece, para acompanhar as picardias. Mas, meu Deus, o Josh. Quem diria que o sonho de uma editora seria um perseguidor adorável?
Já gastei muita tinta e muita voz a falar sobre dark romance, sobre a distinção entre realidade e ficção, dinâmicas de poder, desejos, etc. Não vamos voltar a isso, deixem-me dizer à vontade: eu adoro o Josh!
E se a Navessa nos conquistou com Às Escuras, certamente consolidou o seu título de rainha da dark rom-com com De Joelhos e Em Jogo. Quem segue a Navessa sabe que ela não tem medo de dar a sua opinião, de tomar uma posição política. E acho que o fez com Ryan em De Joelhos. Ryan é uma personagem não binária, trabalhador sexual e colega de Lauren, a nossa FMC. A exploração do trabalho sexual é muito bem feita neste livro, embora possa causar algum desconforto aos leitores. Mas o dark romance não é suposto ser confortável.
E chegamos a Em Jogo e a Navessa decide mesmo ser polémica: o MMC é Tyler, o detestável Tyler que foi um péssimo namorado em Às Escuras e que adora julgar os gostos sexuais de toda a gente. É insuportável. É loiro. É… bem, vocês vão ver, mas se acham que é impossível adorarem esta personagem, que não se vão apaixonar, lamento informar-vos de que estão absolutamente errados!
Mais do que uma carta de amor aos livros, isto é uma carta de amor à Navessa Allen. Por ser uma escritora incrível, por nos deixar escapar à realidade e entrar em mundos apaixonantes, sombrios e perigosos, e por continuar a ter uma ligação incrível com os leitores. É com alguma tristeza que deixamos o mundo Into Darkness, mas mal podemos esperar para ver o que vem aí!
Rita Fonseca



