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Entrevistas

Entrevista a C. R. Jane

«Espero que os leitores se apaixonem por eles como eu me apaixonei e que, ao virarem a última página, sintam que se estão a despedir de amigos, e não de personagens fictícias.»

C. R. JANE é uma autora bestseller do USA Today de romances contemporâneos, de fantasia e de tudo o que lhe apetecer escrever. 

Além de filha do Texas a criar raízes no Utah, é es­posa, mãe, advogada e autora, tendo-se apaixonado pela leitura aos três anos. 

De tanto se perder em mundos alheios, era inevitável que viesse a criar os seus, e as suas histórias são escritas para fazer o leitor chorar, gritar… e, por fim, ficar encantado. 

É uma adepta fervorosa dos Dallas Cowboys e a banda sonora da sua vida alterna sobretudo entre Taylor Swift e hip-hop… 

O Jogador Errado chega às livrarias portuguesas esta semana e conversámos com a autora sobre este livro imperdível.

 

O livro O Jogador Errado mistura romance, humor e desporto. O que te atrai nesse tipo de história?

Sempre adorei histórias que despertam todas as emoções nos leitores. Quero que eles riam alto num minuto, suspirem no seguinte e, depois, tenham os seus corações completamente despedaçados antes de se recuperarem. Romances desportivos são o cenário perfeito para isso, porque naturalmente trazem grandes riscos, camaradagem intrínseca e personagens marcantes. Há algo incrivelmente divertido em escrever sobre atletas confiantes e competitivos que dominam em campo, mas se transformam em verdadeiros desastres quando se apaixonam. Essa combinação de humor, emoção e intensidade emocional é o que me faz sempre voltar a esse género.

 

Sem revelar qualquer spoiler, qual a cena mais divertida ou a mais desafiante de escrever?

Sem revelar qualquer spoiler, diria que as conversas em grupo e as brincadeiras entre os rapazes foram as partes mais divertidas de escrever. Têm personalidades tão distintas que muitas vezes senti que estava apenas a tentar acompanhar a conversa, em vez de a criar. Faziam-me rir o tempo todo, e alguns dos meus momentos favoritos no livro vieram de deixá-los provocar-se e criar um caos absoluto. Estas amizades são tão importantes para mim como o romance, e espero que os leitores se divirtam tanto com estas cenas como eu me diverti a escrevê-las.

 

O Jogador Errado está a ser publicado agora em Portugal. O que significa para ti ver os teus livros a chegar a leitores de novos países?

É algo incrivelmente significativo para mim. Escrever pode ser uma experiência muito pessoal e solitária, por isso, ver uma história que nasceu na minha imaginação atravessar o mundo e conectar-se com leitores noutra língua é algo quase surreal. Adoro saber que os leitores em Portugal poderão conhecer a Casey e o Parker, rir com eles, apaixonar-se por eles e, quem sabe, viver todas as emoções que senti ao escrever a sua história. O romance tem uma forma bonita de romper fronteiras, pois o desejo de se sentir visto, compreendido e profundamente amado é universal. Estou muito grata à minha editora portuguesa, aos tradutores e a cada leitor que está a acolher O Jogador Errado na sua vida.

 

Se os leitores portugueses pudessem saber apenas uma coisa antes de começarem a ler O Jogador Errado, o que gostarias que fosse?

Gostava que eles soubessem que, por detrás de toda a conversa de circunstância, futebol americano e química entre as personagens, esta é uma história sobre encontrar a pessoa que te faz sentir completamente aceite por quem és. Casey e Parker desafiam-se, fazem-se rir e incentivam-se a crescer, mas também se tornam o porto seguro um do outro. Espero que os leitores se apaixonem por eles como eu me apaixonei e que, ao virarem a última página, sintam que se estão a despedir de amigos, e não de personagens fictícias.

 

Depois de publicar tantos romances, o que continua a desafiar-te e a inspirar-te enquanto escritora?

Cada livro desafia-me de uma forma diferente, pois cada grupo de personagens traz o seu próprio universo emocional, a sua voz e os seus problemas para serem resolvidos. Mesmo depois de publicar tantos romances, nunca quero sentir que estou a repetir algo que já fiz. Estou sempre a tentar encontrar uma nova dinâmica, um conflito emocional mais profundo ou uma personagem que me surpreenda o suficiente para levar a história numa direção inesperada. O que mais me inspira é a ligação que os leitores estabelecem com estas personagens. Saber que um livro fez alguém rir, chorar, sentir-se compreendido ou simplesmente proporcionou uma válvula de escape durante um momento difícil, faz-me lembrar porque é que adoro fazê-lo. Esta ligação mantém o meu entusiasmo para me sentar e descobrir a próxima história.

 

Agora, gostaríamos muito de saber: quais são os teus autores favoritos e quais são alguns dos teus livros preferidos?

Tenho tantos autores favoritos que é quase impossível escolher, mas dois que estão sempre no topo da minha lista são Raven Kennedy e May Dawson. A Raven escreve o tipo de fantasia que me transporta por completo, com mundos imersivos, personagens inesquecíveis e histórias emocionantes que me ficam muito depois de ter virado a última página. A May tem um dom incrível para diálogos espirituosos e naturais, e as suas personagens parecem sempre tão vibrantes e únicas. Ambas me inspiram de formas diferentes, e leio com prazer qualquer obra que escrevam.

 

Magda Filipe

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