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Editorial

Editorial de uma editora eufórica

HABEMUS SITE.

Já andava com esta ideia há muito, muito tempo, de ter um espaço onde eu e a equipa da euforia pudéssemos escrever, partilhar novidades, bastidores, entrevistas com autores, conteúdo exclusivo e troca de ideias convosco!

Parte do nosso ADN e da nossa personalidade (caótica) já está nas redes sociais, mas queríamos mostrar um lado menos promocional. Um lado em que expressamos o nosso amor pelos livros, onde mostramos mais sobre as nossas autoras, sem haver a pressão dos likes, seguidores, engajamento e compra.

Ou seja, este é um espaço – muito pouco seguro – em que falamos daquilo que une esta comunidade: livros! E arranco com o porquê de ter criado a euforia. Sempre amei personagens femininas um bocado descontroladas. Narradoras pouco fiáveis, iconoclastas, por vezes desagradáveis (temos sempre de agradar?). Algumas das minhas maiores referências literárias nasceram das mãos de Sylvia Plath, Margaret Atwood, Charlotte Brontë. Sim, na ficção literária. Mas muitos destes livros não foram considerados, na sua altura, grandes obras literárias. Foram disruptivos, foram chocantes, alguns considerados “literatura menor”. Soa-vos familiar?

O romance “romântico” (e perdoem-me a quase repetição, mas romance em português significa ficção narrativa – ou seja, literalmente todos os livros de ficção que não seja poesia -, mas vamos simplificar e falar só em romance daqui para a frente) ainda tem má fama. Literatura de supermercado. Literatura de gajas. Lixo. É tudo igual, segue a mesma fórmula e elas não sabem escrever.

De certeza que há muitos romances maus e formulaicos, tal como há ficção literária péssima. Mas, lamento informar, ler um romance da Navessa Allen não é uma experiência semelhante a ler um romance da Avina St. Graves. As duas conseguem, a meu ver de uma forma excelente, usar a língua para criar narrativas muito diferentes. A Navessa consegue fazer-nos rir à gargalhada, enquanto a Avina usa o lirismo para nos transportar para um ambiente etéreo.

As leitoras desta comunidade sabem muito bem que um livro pode ser romance, dark romance ou thriller e que não perde qualidade por isso. Não quero estar a pregar a missa ao padre (nem ao Padre Bell, eheh). Mas podem contar com esta editora para defender a qualidade de cada livro que publica.

Estamos super entusiasmadas com esta nova fase da editora! Queremos ouvir-vos também: se quiserem propor um tema ou publicar um artigo no nosso site, enviem-nos as vossas sugestões para euforia@guerraepaz.pt

Vamos continuar sempre audazes!

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