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Editorial

Porque é que nos apaixonamos sempre pelo arrogante?

É muito comum em romances, principalmente no dark romance, encontrarmos 2 tipos de MMC. Os que parecem badass por fora, mas são docinhos por dentro e os que têm cara de mau e são arrogantes até dizer chega.  

Mas porque será que este tipo de personagem, que na vida real seria um BIG NO, nos fascina tanto nos livros?  

Pessoalmente, acho que recai mesmo sobre o facto de não ser real. Nós gostamos de personagens cativantes e um personagem arrogante é naturalmente confiante e atraente para as leitoras. É um personagem com poder. Sabe o que quer, quando quer, como quer e não está com rodeios. Tem o mundo aos seus pés.  

Na vida real tínhamos vontade de abanar este personagem, mas nos livros… ficam tão “coquette” assim com a mania que são maus.  

Outra GRANDE razão é que, normalmente, estes personagens sofrem algum tipo de desenvolvimento de personalidade. Começam a ser arrogantes para todos, menos para a personagem principal feminina, começam a mostrar vulnerabilidades, inseguranças, traumas, e é aí que nos têm na palma da mão e completamente rendidas.  

 Por falar na personagem feminina, temos de lhes agradecer muito! Elas é que desafiam os MMC a sair da bolha em que se fecham e a mostrar-nos o que está no interior. Não lhes damos valor suficiente por fazerem esse trabalho por nós.  

Elas têm o mesmo problema que nós. A curiosidade de desvendar aquela pessoa, perceber porque é assim, o que está a esconder com a máscara. No fundo, é quase como resolver um mistério. E quando está desvendado há duas opções que nós gostamos muito de ponderar… conseguimos mudar esta pessoa? Ou… queremos tornar-nos iguais a esta pessoa?  

Todos sabemos que o I Can Fix Him poucas vezes resulta, e por essa razão a personagem feminina torna-se igualmente indestrutível (e formam uma dupla implacável como nós amamos).  

Concluindo, pode parecer que gostamos da arrogância, mas não se enganem! Gostamos mesmo é da vulnerabilidade destes personagens e a capacidade de se transformarem em algo que (no fundo) admiramos.  

 

Magda Filipe

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