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O processo por detrás do Rivais Prometidos e do Rivais Apaixonados, por Alexandra Cruz

Olá, meus Rivais!

Hoje venho falar um pouco sobre o meu percurso enquanto autora na Euforia e do universo do Rivais.

Estava insatisfeita com a publicação do meu primeiro livro, o “Sou Tua” e tinha prometido a mim mesma que ia conseguir publicar o meu próximo livro numa editora tradicional. Foi aí que decidi pegar numa ideia adormecida e escrever o “Rivais Prometidos”.

A procura por uma editora foi longa e dolorosa (como a maior parte é), mas quando tive o primeiro não da editora pensei “tenho de pensar noutra estratégia”. E foi o que fiz.

Ouvi o que o meu coração me gritava há bastante tempo e mudei a nacionalidade e morada dos meus personagens: passaram a ser portuenses. Alterei alguns pontos, acrescentei outros e voltei a tentar a minha sorte na Euforia. E entrei!

Recebi o sim quando estava a sair do trabalho e a Rita ligou-me a confirmar que ia publicar. Ao telefone, fui a escritora mais profissional e agradeci a oportunidade, mas quando desliguei, confesso que gritei o caminho todo até casa.

Depois de limar as últimas arestas, comecei a sentir um peso nos ombros: ia ser a primeira autora portuguesa de erótico na Euforia e pensei: será que isto é bom o suficiente?

Já não era o momento para ter dúvidas e a Rita sempre disse que o livro estava ótimo, que não era necessário mudar nada e eu confiei na sua palavra. E ainda bem que o fiz, porque quando começámos a pensar no marketing, a minha vida mudou.

Quem daqui se lembra da capa falsa que fizemos para o Rivais Prometidos? Foi numa conversa banal que tivemos o melhor brainstorming de sempre e que decidimos publicar uma capa falsa (e que muitas pessoas gostaram!). Mais tarde, entrou a pré-venda e os nervos vieram ao de cima. Muito mais…

A Rita sempre me tranquilizou e disse que as vendas iam correr bem e eu esperava que isso acontecesse, porque só aí é que ia haver espaço para um segundo livro. Pessoalmente, quando gosto de um livro, quero saber mais e mais, explorar todos os cantos possíveis e imaginários da história e, basicamente, desejar que nunca tenha fim.

Quando comecei a escrever o Rivais Prometidos, não sabia se ia ser um, dois, três ou quatro livros, apenas sabia que queria escrever a história de amor de duas pessoas com passados difíceis.

Quando a data de lançamento se aproximava, soube que os exemplares com edges tinham esgotado e a par disso, passámos para a segunda edição. Tudo isto, antes do livro estar nas prateleiras das vossas livrarias favoritas. Não há palavras que explicam o quão feliz estava, porque isso significava que o livro estava a ser um sucesso e ele não tinha sequer saído para o mercado.

Enquanto tudo isto acontecia, as vendas não paravam e muito menos a minha mente, que só pensava nos próximos livros a escrever, contudo convinha esperar pelo OK da editora. Tinha a plena consciência de que, se as vendas diminuíssem, o meu caminho terminaria antes de começar. Mas quando a Rita me disse, após a Feira do Livro de Lisboa, “Alexandra, isto está a correr bem, quero o próximo” sabia que tinha de colocar mãos à obra, e foi aí que comecei a pensar na história do André e da Alice.

Quando escrevi a Alice a primeira vez, em Rivais Prometidos, fiquei encantada com a sua leveza. Sempre a imaginei como alguém em tons de pastel (se isto faz algum sentido ahaha) e soube de imediato que tinha de escrever um livro sobre ela, só não sabia quem iria ser o seu par amoroso.

Foi mais tarde, também em Rivais Prometidos, que o André apareceu, mas não foi clique de imediato. Penso que foi numa das conversas que ele teve com o Lourenço, que tive a brilhante ideia de juntar o André e a Alice. Numa dessas conversas, o Lourenço estava a “narrar” ao leitor que o seu melhor amigo não tinha namorada e eu pensei “isto tem de mudar. O André merece ficar com alguém e tem de ser com a Alice”.

Depois de ter os capítulos delineados, deitei mãos à obra. Ao princípio, foi um pouco difícil fazer o “desmame” de Rivais Prometidos, porque foram dois/três anos de escrita. Demorei até entrar na mente do André e da Alice, porque voltava sempre ao Lourenço e à Emília e por momentos achava que os estava a trair (estúpido, eu sei!). Além disso, estava com muito medo de não corresponder às expetativas das pessoas, porque sei que os leitores imaginam o que vai acontecer no próximo livro (eu sou uma dessas leitoras). Tive de conversar algumas vezes com a Rita para ela conseguir tirar a ideia de que o livro não ia correr bem.

Entendia que o smut tinha de ser diferente do primeiro livro: tinha de ser mais sexy, mais “primitivo”, porque o André é inspetor da PJ e, na minha cabeça, ele não é soft na cama. Creio que fiz um ótimo trabalho e vocês podem comprovar isso quando tiverem o vosso exemplar nas mãos!

Além disso, tinha pouco mais de meio ano para escrever o livro, porque coloquei o objetivo e a pressão em mim mesma, de que conseguia publicar o livro em Maio de 2026. Escrevi todos os dias, mesmo naqueles dias em que estava sem vontade ou com dores de cabeça. Ou nas alturas em que queria enfiar-me na cama e fechar-me como num casulo. O importante era escrever e completar a obra.

Quando a terminei, enviei para a Joana, a minha beta, alfa ou qualquer coisa reader, que me deu excelentes ideias e inputs de melhoria. Confesso que até eu fiquei impressionada com um dos plots twists que ela sugeriu.

Depois da revisão e edição, ainda assim tive dúvidas. Achava que o livro precisava de mais uma ideia aqui, mais um plot ali, mas, ao fim e ao cabo, sabia que menos é mais e sabia que mais nada faltava à história.

Espero que “Rivais Apaixonados” corresponda às vossas expetativas e que o André e a Alice ganhem espaço no vosso coração, como a Emília e o Lourenço o fizeram.

Estou tão entusiasmada com o lançamento do meu segundo Rivais e não podia deixar de vos agradecer, por todo o apoio e carinho. Estão a ajudar-me a cumprir os meus sonhos.

 

Alexandra Cruz

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